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Laboratórios Multiusuários

Publicado: Sexta, 08 de Abril de 2016, 16h18 | Última atualização em Sexta, 14 de Outubro de 2016, 10h12 | Acessos: 34885

Laboratório Multiusuário de Caracterização Tecnológica (LMCT)

O Laboratório Multiusuário de Caracterização Tecnológica do CETEM foi criado em 2003 e destina-se a gerar métodos de análise e dados científicos confiáveis e úteis ao desenvolvimento e adequação de tecnologia nas áreas minerometalúrgica e de materiais. Foi em 2003 que o Setor de Caracterização Tecnológica (SCT) da Coordenação de Análises Minerais (COAM) passou a ser denominado Laboratório Multiusuário de Caracterização Tecnológica. Ocupa uma área de 380 m2, e está subdividido em laboratórios de: preparação de amostras minerais; preparação de seções polidas e lâminas; microscopia eletrônica; microscopia ótica e análise de imagens; espectroscopias vibracionais; difratometria de raios-X; análise térmica; além de oficina e almoxarifado.

O acesso aos equipamentos para fins científicos e tecnológicos é, essencialmente, gratuito. Todos os usuários do laboratório são conclamados, no entanto, a incluir em suas solicitações de verbas (para agências, empresas ou outras) recursos para manutenção, atualização e materiais de consumo dos equipamentos mais diretamente utilizados nas suas pesquisas. Os gastos correntes (energia elétrica, gases, reagentes, etc.) e a manutenção do espaço físico de instalação (atmosfera controlada, energia de qualidade, utilidades, interligação à rede lógica, etc.) e dos equipamentos em si são assumidos pelo SCT/COAM/CETEM. Para isso, são utilizados recursos próprios advindos da prestação de serviços tecnológicos, recursos orçamentários do CETEM e recursos de editais para manutenção de equipamentos multiusuários (FINEP, 2005; e FAPERJ, 2008 e 2014).

Nos últimos anos, pesquisadores e alunos de diferentes ICTs utilizaram o Laboratório Multiusuário de Caracterização Tecnológica: UFRJ, UERJ, EMBRAPA, UEZO, FIOCRUZ, UFCG, IME, PUC-Rio, UFRRJ e UFF, entre outras. Em 2015 foram realizadas cerca de 1100 análises na difração de raios-X, 570 horas no microscópio eletrônico de varredura e cerca de 50 análises no Malvern.

Responsável: Reiner Neumann

Laboratório de Pesquisas Gemológicas (LAPEGE)

O LAPEGE atende a uma ampla gama de clientes. Na área de pesquisa o laboratório colabora principalmente com parceiros institucionais, como universidades (UFRJ, UFMG, UFOP, UFES, UFRGS), outros centros de pesquisa (CDTN, INMETRO), Secretarias e Órgãos subordinados a Ministérios (MME/CPRM), Polícia Federal, mas também com empresas do ramo de gemas e jóias (Emil Weiss Opals, Cody Opal, Geometa Ltda). As suas principais linhas de pesquisa são:

- Caracterização mineralógica e gemológica de ocorrências minerais de qualidade gema.

- Desenvolvimento de técnicas analíticas não destrutivas para a identificação de pedras preciosas, determinação da sua origem (natural ou sintética) e procedência (localidade geográfica), e detecção de tratamentos.

No que se refere à prestação de serviços, o LAPEGE atende desde o cidadão comum, que quer identificar as gemas ou determinar o teor exato dos metais preciosos contidos nas joias que possui, passando pelo micro e pequeno empreendedor, que atua na comercialização de gemas ou metais nobres, até a média e grande empresa do ramo joalheiro ou de mineração de gemas. Por ano são feitos mais de uma centena de atendimentos gratuitos, além de serem emitidos também dezenas de laudos gemológicos. Na área de ensino, o público-alvo são os alunos de graduação dos cursos de Geologia do Estado do Rio de Janeiro, em especial os da UFRJ. O CETEM também disponibiliza a sua infraestrutura para gemólogos ou outros laboratórios de gemologia que queiram usufruir da infraestrutura analítica avançada do LAPEGE, dentro da filosofia de laboratório multiusuário. Inaugurado oficialmente 2014, hoje o LAPEGE é certamente o laboratório gemológico melhor equipado e capacitado a nível nacional. Contou com os investimentos consideráveis do CETEM e de aportes da FINEP, MCTI/SETEC, CNPq e DAAD (Alemanha) para tornar o LAPEGE um de referência do setor de gemas e jóias no Brasil.

Responsável: Jurgen Schnellrath

Laboratório de Modelagem Molecular (LABMOL)

O LABMOL foi (re)inaugurado em 2014. Apresenta caráter multiusuário e tem realizado projetos na área de química de modelagem molecular, principalmente com universidades, quais sejam EQ/UFRJ, DQ/UERJ, DQ/UFF, FTESM e com o LNCC. Suas pesquisas objetivam a construção, visualização e análise de estruturas moleculares de determinadas substâncias, além de simular as melhores condições de interações moleculares. As principais linhas de pesquisa em desenvolvimento são: estudo de resinas vegetais substituintes das resinas epóxis, geralmente utilizadas em rochas ornamentais; estudo dos micronutrientes utilizados na agricultura (K e P); estudo de agentes protetivos utilizados em monumentos históricos; avaliação de ensaios quimiométricos por modelagem molecular; avaliação de extratantes utilizados para terras raras e criação de um programa de modelagem molecular do CETEM – MOLCET.

Responsável: Julio Cesar Guedes Correia

Laboratório de Interações Superficiais Nanométricas (LS-NANO)

O LS-NANO serve para a caracterização das forças de interação que atuam na superfície de partículas minerais em escala nanométrica. O laboratório conta com um microscópio de força atômica (AFM), Bruker, que opera nos modos contato e contato intermitente, permitindo fazer imagens tanto em ar quanto em líquido. Além disso, também é possível fazer medidas de força magnética(MFM). Também conta com:

- um Malvern Zetasizer Nano ZS para determinação do peso molecular de proteínas, da carga superficial na interface partícula/líquido e mobilidade eletroforética de colóides e nanopartículas;

- um goniômetro para medição do ângulo de contato da interface gas-sólido-líquido; e

- dois tensiômetros, um para ângulo de contato e outro para tensão superficial.

Além de outros equipamentos utilizados em caracterização de interfaces e química de superfície.

O laboratório apresenta caráter multiusuário e tem atendido projetos na área de química de superfícies originadas na iniciativa privada e em outras ICTs, especialmente: COPPE/UFRJ, IQ/UFRJ, EQ/UFRJ, PUC-Rio, UENFE, UFF, CBPF e ITV-Vale.

Responsável: Marisa Bezerra de Mello Monte

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